<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1433337899719134494</id><updated>2012-02-16T02:59:55.383-08:00</updated><title type='text'>Ciclobikers</title><subtitle type='html'>Minha visão sobre diversos aspectos do ciclismo</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ciclobikers.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1433337899719134494/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciclobikers.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Isaac Silveira Ibaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03444859086119325534</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SFwhDdDlWeI/AAAAAAAAAA0/4mdDBX5R90U/S220/isaac02.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>11</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1433337899719134494.post-1989274446669529909</id><published>2009-03-06T18:05:00.000-08:00</published><updated>2009-03-06T18:17:31.676-08:00</updated><title type='text'>O adeus de uma guerreira !</title><content type='html'>&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_nYp09zzLeMw/SbHX7KMyLuI/AAAAAAAAB44/s3hhJxcyGgs/s320/IMG_0016+(800x600).jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310262846996754146" /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_nYp09zzLeMw/SbHYwJsenrI/AAAAAAAAB5A/THnSrsdHqAE/s1600-h/IMG_0046+(800x600).jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_nYp09zzLeMw/SbHYwJsenrI/AAAAAAAAB5A/THnSrsdHqAE/s320/IMG_0046+(800x600).jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310263757394321074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  ;font-family:arial;font-size:13px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Já dizia o velho sábio que de nada vale o peito cheio de medalhas se o corpo não tiver muitas cicatrizes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Não fechei um ano de parceria com minha querida Anita, porém os poucos meses que convivemos foram realmente intensos. Lembro como se fosse hoje quando trouxe ela para casa e depois de uma pequena volta no quarteirão eu retornei com lágrimas nos olhos, simplesmente havia descoberto a bike mais sensacional de pedalar. Foi uma harmonia instantânea, uma paixão fulminante daquelas com perfil profícuo para se tornar eterna.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Até então nunca havia pedalado sériamente uma bicicleta de aço, e quando comecei com a Anita finalmente pude entender porque os maiores campeões da história do ciclismo jamais abriram mão de um bom quadro de aço. Só para citar um: Eddy Merckx. É claro que os modernos materiais nos apresentam nuances nunca dantes vistos, com leveza, rigidez, fluidez, que parecem ofuscar o velho e bom aço.  Eu mesmo comecei no ciclismo com mountain bikes em alumínio, e quando parti para as speeds fui logo para as Madones (Trek). Atualmente tenho uma Madone 5.2 Pro 2008.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Quando a Anita chegou, desbancou todo o mundo, especialmente minha Madone que pesa 7,1 kgs ficou lá no cantinho toda encapada, pois descobri que um bom quadro de aço pode dar até mais retorno do que os modernos quadros atuais. Quer um exemplo ? Que tal pedalar uma Madone de 7.1 kgs com um vento lateral de 20 kms/h ? Isto é quase impossível, pois o vento fará com que ela dance na pista. No inicio você estranha um pouco, sente o peso, procura sempre combinar as melhores relações de marcha, porém rápidamente você já consegue fazer a leitura "relação x terreno" e o pedal flui então com fantástica leveza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Foram algumas provas Audax no ano passado (2008) que culminaram com a série completa (até os 600 kms) com o Audax 600 de Santa Cruz do Sul que ficou internamente conhecido como "pelotão Dacivaldo". Para a maioria dos 8 participantes deste pelotão simplesmente a melhor prova Audax já realizada. Estive em Curitiba fazendo o Audax 400 de lá, prova sensacional com bastante sobe e desce onde eu e meu amigo Paulo Endres completamos os 400 kms em 24 horas. Enfim, foram várias provas de longas distâncias sensacionais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;As 20:00 hrs do último sábado (10/01/2009) partimos para o Audax 300 kms de Santa Cruz do Sul. Participar das provas em Santa Cruz do Sul é sempre motivo de alegria, pois a organização do pessoal de lá é realmente diferenciada, ou seja, nenhuma frescura e muita praticidade. A previsão do tempo indicava muita chuva para aquela noite de sábado. Já partimos com uma chuva fina caindo. Em Passo do Sobrado nosso pelotão sofreu a primeira queda, pois a estrada naquele ponto estava muito perigosa. A primeira parada foi no tradicional Pesque e Pague Panorama, onde rolou aquela excelente massa caseira e logo partimos rumo a São Jerônimo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;No Joquei Clube de São Jerônimo foi o nosso primeiro PC, onde pudemos descansar um pouco antes de encarar a estrada novamente com destino a Pinheiral. Logo que partimos de S.Jerônimo a chuva começou a apertar um pouco, e quando passamos por General Câmera ela veio com tudo. Estava difícil de enchergar, nosso pelotão vinha tomando muito cuidado com a estrada esburacada. As coisas acontecem tão rápido, muito mais rápido do que pudemos imaginar, então um dos companheiros de prova literalmente teve a bike engolida por um buraco, a bike ficou e ele saiu rolando, outro parceiro de prova acabou caindo junto e veio direto para a frente da Anita. Chamei nos freios, mas o piso e os freios extramente molhados não ajudam em nada, então bati no meio das costas dele e também levei chão. Minha adrenalina explodiu nas veias, será que tinha me machudado de novo ? Fui com o rosto no asfalto, porém as mãos e o capacete evitaram maiores complicações, todos levantaram fizemos as verificações de praxe nas bikes e logo partimos pra estrada novamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A Anita estava diferente, com a frente muito arisca, o manete Campagnolo Chorus esquerdo quebrado, a fita de guidão do lado esquerdo em frangalhos e eu com aquela sensação de que estava pedalando a bike de outra pessoa. Paramos no Pesque e Pague Panorama pra fazer um lanche que deixamos encomendado e logo partimos novamente pra estada, chegando as 05:30 AM em Pinheiral. Como o Restaurante Casa Cheia em Venâncio Aires abre as 06:00 AM, resolvemos tocar pedal até lá pra tomar o café da manhã. Chegando no restaurante percebi que não podia mais dobrar a roda além de poucos centímetros porque ela tocava nos pedais. Foi aí que examei com mais atenção o quadro, nas junções do top-tube e o tubo inferior com a caixa de direção. Os dois tubos estavam torcidos, o que levou a roda dianteira alguns centímetros para trás, por isto ela estava tão arisca. Muitas coisas passaram pela minha cabeça naquela hora, porém uma tristeza começou a tomar conta de mim, e eu tive que logo que retomar o foco na prova novamente para não deixar aquele sentimento ruim se apoderar de mim. Consultei o Faccin se não havia o risco de o quadro romper em definitivo, o que acarreteria em um acidente mais grave, e ele me tranquilizou de que este risco era quase nulo. Resolvi continuar na prova e concluir então o último Audax da minha guerreira Anita. Faltavam ainda cento e poucos quilômetros para o término da prova.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;As 14:20 hrs do domingo, 11 de janeiro de 2009, junto com meus amigos Ricardo Baldasso e Vitor Matzembacher chegamos à UNISC, concluindo então a prova que encerrou a carreira da minha querida e inesquecível Anita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Ela ficará agora guardada para sempre, primeiro em meu coração, e físicamente exposta com honras em minha casa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Agradeço especialmente ao meu amigo Klaus Rurak, pois através dele pude pedalar em uma bicicleta realmente fora de série, que mudou completamente meus conceitos sobre bicicletas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Desculpe pessoal, mas é difícil escrever estes últimos parágrafos e evitar as lágrimas, porém a vida é assim mesmo. E agora voltamos às primeiras linhas deste texto, mais importante do que as conquistas e suas medalhas, são as cicatrizes do percurso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Adeus a minha querida Anita, descanse em paz !!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1433337899719134494-1989274446669529909?l=ciclobikers.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciclobikers.blogspot.com/feeds/1989274446669529909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1433337899719134494&amp;postID=1989274446669529909&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1433337899719134494/posts/default/1989274446669529909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1433337899719134494/posts/default/1989274446669529909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciclobikers.blogspot.com/2009/03/o-adeus-de-uma-guerreira.html' title='O adeus de uma guerreira !'/><author><name>Isaac Silveira Ibaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03444859086119325534</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SFwhDdDlWeI/AAAAAAAAAA0/4mdDBX5R90U/S220/isaac02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nYp09zzLeMw/SbHX7KMyLuI/AAAAAAAAB44/s3hhJxcyGgs/s72-c/IMG_0016+(800x600).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1433337899719134494.post-6018952128830719047</id><published>2008-08-07T15:47:00.000-07:00</published><updated>2008-08-08T17:20:34.179-07:00</updated><title type='text'>AUDAX 600 KMS DE SANTA CRUZ DO SUL</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_nYp09zzLeMw/SJt9c2rzxrI/AAAAAAAAA08/GEkEZ6-Bpkk/s1600-h/DSC02816.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_nYp09zzLeMw/SJt9c2rzxrI/AAAAAAAAA08/GEkEZ6-Bpkk/s320/DSC02816.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231913326790035122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Sexta-feira, 01/08/2008, conforme combinado com os amigos de nosso pelotão, marcamos de nos encontrar no Restaurante Schuster lá em Santa Cruz do Sul, entre 10:30 e 11:00 AM. Quando estava quase chegando recebi uma ligação do Vitor informando que o PC estava quase fechando, e eu estava atrasado. Claro, uma brincadeira com referência as provas Audax, pois já passava das 11:00 hrs e eu ainda não havia chegado. Em seguida estávamos todos batendo papo no Restaurante Centenário. A Esther apareceu por lá e almoçou com a gente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A tarde visitamos a Faccin Bicicletas, compramos alguns equipamentos e logo nos dirigimos ao Hotel Antonios para descansar. A noite rolou mais uma janta antes dos últimos preparativos para a largada, marcada para a 00:00 do sábado (02/08). Eram mais ou menos 18:00 hrs da sexta-feira quando começou a chover forte, muita chuva mesmo ! Ficamos apreensivos, e logo fomos alterando nossos planos para a prova, que agora incluía muita chuva pela frente. Parecia uma repetição do Audax 600 kms de Porto Alegre em 2006.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hora do briefing, aproximadamente as 23:00 hrs da sexta, e o Faccin colocou o horário da largada em votação, ou seja, se a maioria do grupo concordasse a gente largaria com chuva mesmo, caso contrário largaríamos então as 06:00 AM do sábado (02/08). Por unanimidade a largada foi então transferida para as 06:00 AM do sábado, o que provaria ser uma decisão acertada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As 05:00 AM do sábado nos encontramos para o café da manhã, a chuva já havia cessado mas o tempo continuava bastante húmido. Após o café finalmente havia chegado o grande momento da largada. Tivemos nossa única baixa, pois a Esther não apareceu para a largada. As 06:10 AM partimos para estrada, para aquela que seria a mais sensacional prova Audax que já fiz até então. Minha 21a prova, o terceiro brevet de 600 kms.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O asfalto estava banhado pela chuva, com muitas poças d'água, porém o ânimo de todos estava elevadíssimo. Algumas voltas dentro da cidade para completar a quilometragem e logo depois partimos em direção a Candelária. O ritmo começou mais pausado, como sempre deve ser um brevet mais longo como este, e todos pedalamos juntos até o PA de Candelária. Uma pequena pausa e logo partimos novamente para a estrada. Nosso destino agora era Novo Cabrais. Passamos ao lado de lindas montanhas, o que sempre torna a pedalada ainda mais agradável. Logo estávamos na estrada para Cachoeira do Sul, agora por uma estrada mais comum, sem aquelas lindas montanhas do percurso anterior. O vento começou a bater lateralmente, o pelotão ficou mais esticado, porém a gente conseguia visualizar os companheiros que estavam a frente ou na retaguarda. Chegamos próximo ao meio dia no Restaurante Papagaio, na BR 290. Aqui foi nossa primeira pausa para uma alimentação mais adequada, o almoço. É incrível como a grande maioria come muito nestas paradas, e como é importante "perder" tempo com o reabastecimento da "máquina", e comer corretamente faz parte da estratégia, ou seja, nada de churrasco ou comidas mais pesadas. As massas sempre são as mais visadas por todos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Após o almoço partimos então para mais um trecho, agora pela BR 290, que nos levaria então até a cidade de Pantano Grande. Em um determinado trecho apanhamos um asfalto simplesmente fora de série, e aproveitamos para "brincar" um pouco com a velocidade. Algumas fugas, obviamente neutralizadas, porém tudo como uma grande brincadeira, pois ninguém estava a fim de quebrar um pelotão tão unido como o nosso. Se alguém empreendia alguma fuga, logo baixava o ritmo para ser alcançado pelos demais. Ao chegar em Pantano Grande nos reabastecemos de Gatorade, água, etc...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Partimos de Pantano Grande, agora nosso trajeto nos levaria de volta a Santa Cruz do Sul passando antes por Rio Pardo. Uma estrada cheia de sobe e desce, o que seria uma constante nesta prova. O Paulo estava com problemas no pneu traseiro, e perdeu bastante tempo tendo que parar constantemente para encher o mesmo. Chegamos de tarde a Sta.Cruz, e a fome já estava apertando novamente. Decidimos aguardar a chegada do Paulo, e aproveitamos para tomar um banho, para fazer mais uma sessão de comilança, desta vez em um café colonial. O Paulo chegou e também reabasteceu a "máquina" antes de partimos para o percurso noturno da prova. Um trecho de mais ou menos 180 kms.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A subida que fica logo após o trevo Vida Nova é um perfeito desafio para qualquer ciclista de longas distâncias. Se você baixar muito o ritmo vai "perder" muito tempo, se aumentar o ritmo vai levar um banho de suor. E tudo o que a gente não quer é ficar molhado logo no início do percurso noturno da prova. É melhor tentar achar um meio termo, e o que eu faço é começar a subida com o quebra vento aberto, no início é meio frio, mas logo o calor da escalada toma conta e a temperatura corporal volta ao normal, e o suor não fica tão abundante. Depois da escalada tem a descida das 7 curvas, onde a velocidade aumenta significativamente, e com ela os perigos aumentam também. Aliás, nestas questões de subidas e descidas é muito curioso como a gente fica torcendo para não apanhar descidas longas quando a temperatura está um pouco baixa, e olha que não estávamos com tanto frio assim, porém estas descidas gelam um pouquinho !&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A noite já havia caído, e nós adentramos o percurso pela RS-405 em direção ao Pesque Pague Panorama. O Faccin já havia reservado, com antecedência, um carregado prato de massa para cada um de nós então tocamos pedal com o pensamento na comida. A estrada está bastante esburacada, principalmente no trajeto entre Passo do Sobrado e Vale Verde. Por falar em Passo do Sobrado, logo depois que a gente passa pelo acesso da cidade tem aquela já famosa subidinha, onde a maioria da galera preferiu aliviar um pouco o giro e subir moderadamente. Sem nenhum peso na consciência eu coloquei a primeira marcha na Anita (para quem não sabe, este é o nome da minha Pinarello) e tocamos pedal morro acima. Do outro lado do morro tem um descidão, mas a estrada está ruim e a noite está escura, então é importante abrir bem os olhos e redobrar a atenção. Depois de passar por Vale Verde a estrada melhora muito, e segue num sobe e desce constante onde é possível aproveitar bem tanto as subidas quanto as descidas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Alternamos alguns momentos de apenas pedal, sem papo, e outros de muita conversa, o Graxa contando suas histórias engraçadas, o Faccin nos falando da inigualável experiência de pedalar 1200 kms na mais famosa prova Audax, a Paris-Brest-Paris, o Trevisan comentando seus planos para os 1200 kms nos Estados Unidos... e assim vamos girando nossas magrelas rumo ao Pesque e Pague Panorama.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Finalmente chegamos ao pesque e pague, e os proprietários do local nos serviram uma massa caseira simplesmente fantástica. Comemos muita massa, com pão caseiro um litrão de refrigerante. Deixamos encomendados alguns sanduiches, para apanhar-mos no retorno junto com mais um litrão de refrigerante. Alguns alongamentos e partimos para a estrada novamente. Nosso destino agora era o Posto ABS, em General Câmara. Ao partir do pesque e pague temos uma descida forte, e como estávamos com o corpo frio, voltamos a nos queixar um pouco das descidas. Continuamos girando, passamos por Santo Amaro e dê-lhe pedal até alcançar-mos finalmente o PC3 no Posto Abs em General Câmara. Uma pausa para um café forte, reabastecimento de água e logo partimos para o retorno a Sta.Cruz. Antes de Santo Amaro encontramos com o Paulo e o Dacivaldo, que estavam pedalando juntos. O Dacivaldo havia furado dois pneus, e na madrugada é sempre bom ter um companheiro de prova para dar aquele apoio moral. Batemos um papo rápido e logo continuamos o giro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Chegamos ao Pesque e Pague Panorama na madrugada, os sanduiches que havíamos encomendado estavam nos aguardando. Comemos nossos lanches e saímos para a estrada. Este foi o momento mais engraçado da prova, pois pensávamos que o Paulo e o Dacivaldo podiam estar por perto, já retornando do PC3. Estávamos completamente sozinhos na estrada, então o Graxa largou a voz: DACIVALDOOOOOOOOOO !!!!! O grito ecoou pelos campos da região, e a nossa gargalhada também, com certeza !!!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Até que a madrugada não estava fria, o pedal passou a fluir em uma cadência muito legal, então o Vitor descolou do pelotão e abriu alguns minutos a frente, em seguida eu parti também e alcancei ele na subida forte logo após Vale Verde. A subidinha é realmente forte, porém do outro lado temos uma descida de porte semelhante, então é pedalar e esquecer o esforço. Descemos do outro lado do morro e logo chegamos ao trevo de acesso a Passo do Sobrado. Continuamos girando juntos, chegando logo ao Restaurante Schuster. Partimos para a escalada das famosas sete curvas e dê-lhe pedal, descida em direção ao trevo Vida Nova, entramos na cidade e logo chegamos ao Hotel Antonio's novamente, era 04:31 AM (03/08 - domingo) portanto havíamos rodado 410 kms em pouco mais do que 22 horas. Estava concluída a segunda parte da prova, faltando agora apenas os últimos 200 kms.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Segundo nossos planos para a prova, havia chegado o momento do maior intervalo, inclusive com pausa para algumas horas de sono. Combinamos de nos encontrar-mos no café do hotel as 08:30 hrs, com previsão de relargada para as 09:00 hrs.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As 09:15 partimos todos juntos para o derradeiro trecho, psicológicamente este é o melhor momento, porém fisicamente não. Eu consegui dormir durante 02:30 hrs, após ter tomado um excelente banho que sempre revigora um pouco, mas nunca é o suficiente, continuamos com um pouco de sono e cansaço. A velha escalada após o trevo Vida Nova estava lá novamente, e não tinha jeito a não ser encarar e subir. Dê-lhe pedal, força, respiração, olhar para baixo focando mais o chão, afinal ninguém quer olhar para o alto e ver o quanto ainda falta de escalada. Depois da subida tem a descida das 7 curvas, e como já é dia claro então aproveitamos para deixar as magrelas despencarem estrada abaixo !!!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Passamos o Schuster, o pedágio, logo alcançamos o trevo de Venâncio Aires onde entramos a esquerda em direção a Mato Leitão. Até Venâncio Aires a galera estava mais no estilo passeio, porém logo começam algumas subidinhas e a turma se entusiasma rapidinho, forçando um pouco os pedais e esticando mais o pelotão. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em Lajeado o Trevisan chegou em um posto de combustíveis para comprar mais água, eu e o Vitor aproveitamos para tirar água do organismo, mijar mesmo, enquanto o restante do pelotão chegava. Confesso que tenho uma certa bronca do trecho entre Lajeado e Muçum, pois nunca consigo um bom rendimento neste trajeto. Fui girando "despacito", mais giro do que força, e assim fui pedalando junto com a galera até finalmente chegar-mos ao Hotel Hengu, já em Encantado. Era o último PC antes da chegada. Parada mais longa para o almoço. Por falar em almoço, foi mais uma daquelas comilanças quase sem medidas, só cuidando para não comer nada pesado para a digestão. Rolou muita sopa de capeletti,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; arroz, galeto, e um café forte no final para "acimentar" tudo. O Faccin e o Dacivaldo aproveitaram para tirar um sono rápido, coisa de minutos. Logo partimos para a última parte de nossa jornada, o trecho entre Encantado e Santa Cruz do Sul. Previamente combinamos de nos encontrar no Restaurante Casa Cheia, &lt;/span&gt;&lt;st1:personname style="font-family: arial;" productid="em Venâncio Aires" st="on"&gt;em Venâncio Aires&lt;/st1:personname&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;, para um último lanche antes de encarar a subida das 7 curvas pela última vez nesta prova.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Logo que partimos o pelotão começou a esticar novamente, comigo estavam o Trevisan, o Graxa e o Glademir. Comentei com a galera sobre abrir-mos mais uma sessão de bate papo com a intenção de fazer as horas/quilometragem passarem mais rápido. Foi muito legal, o Trevisan e o Graxa emparelharam as magrelas, eu e o Glademir também e rolou muito papo. Conversamos muito sobre cicloturismo, acabei conhecendo mais um cicloturista convicto, o Glademir. Ele me falou das várias cicloviagens que já fez, inclusive pela Argentina, por estradas que ainda não tive o privilégio de pedalar. É sempre muito gratificante conhecer um cicloturista de fato, as suas experiências, a vivência na estrada, o contato com outras culturas... Foi sensacional saber que eu tinha um companheiro cicloturista "brevetando" os 600 kms, quem sabe algum dia possamos conquistar alguns caminhos por este mundão velho de Deus !!!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Passamos por Lajeado em seguida alcançando o trevo de acesso a Cruzeiro do Sul, uma surpresa ! O pneu traseiro da Anita furou, porém trocamos rapidamente a câmara e logo partimos novamente. Agora já estávamos mais concentrados na prova novamente, alcançando o posto do pedágio rapidamente, local em que o Faccin aproveitou para mais uma das suas muitas esvaziadas do "buffer intestinal" - eheheheheh !!!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mais estrada, sobe e desce constante, a descida grande na chegada a Venâncio Aires chegando em seguida ao Restaurante Casa Cheia. Conforme combinado paramos para um último lanche. Para variar eu estava morrendo de fome novamente, então rolou um pastel de carne, um sonho recheado com doce de leite, uma torrada só de queijo e um refrigerante 600 ml, só para aliviar a fome e preparar as pernas para a última subida. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Partimos com a tarde indo embora, portanto hora de acender as sinaleiras/faróis, colocar os coletes reflexivos e aguçar a visão. Para variar um caminhão passou tirando tinta d'agente, e o Graxa não deixou por menos interpelando o caminhoneiro no pedágio de Venâncio Aires. Quase rola uma confusão, logo sanada ! Cá entre nós, eu só tinha a mente focada na chegada, nada mais me importava, nada mais me interessava, a chegada neste ponto da prova é o grande prêmio, você não consegue pensar em mais nada, não consegue querer mais nada !!!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Passamos o Restaurante Schuster e alguns quilômetros depois é a nossa última escalada das sete curvas nesta prova. Eu pensei, o pelotão vai aliviar o giro e subir ao estilo passeio, e não é que todos estavam adrenalizados acabando por "torcer o cabo" morro acima em um ritmo sensacional. Logo alcançamos o Dacivaldo que não havia parado no Restaurante Casa Cheia e continuamos girando passando pelo posto da Policia Rodoviária, trevo Fritz e Frida chegando no cume todos contentes. Um descidão rumo ao trevo Vida Nova, onde a galera não quis nem saber e largou os freios, mesmo de noite, entramos na cidade e aí a emoção é que toma conta de todos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Domingo, dia 03/08/2008, 19:45 hrs, estávamos concluindo mais um brevet de 600 kms. A gente fica sem palavras, ainda mais quando uma prova com quase 38 horas tem todas as nuances que esta prova teve, destacando-se dentre todos o companheirismo. Sem dúvida alguma, opinião unânime de todos, foi o Audax mais sensacional que já realizamos, realmente inesquecível !!!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para concluir este relato, expresso aqui minha humilde visão sobre esta prova:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não vencemos nossos companheiros, não era este nosso objetivo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não sobrepujamos nenhum atleta, não era esta a nossa meta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não conquistamos nenhuma montanha, não foi este o nosso foco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vencemos sim a ganância humana pela vitrine da conquista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sobrepujamos sim o desejo oculto de querer superar o próximo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Conquistamos muito mais do que um simples brevet&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Conquistamos amigos irmãos !!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Isaac Silveira Ibaldo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1433337899719134494-6018952128830719047?l=ciclobikers.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciclobikers.blogspot.com/feeds/6018952128830719047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1433337899719134494&amp;postID=6018952128830719047&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1433337899719134494/posts/default/6018952128830719047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1433337899719134494/posts/default/6018952128830719047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciclobikers.blogspot.com/2008/08/audax-600-kms-de-santa-cruz-do-sul.html' title='AUDAX 600 KMS DE SANTA CRUZ DO SUL'/><author><name>Isaac Silveira Ibaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03444859086119325534</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SFwhDdDlWeI/AAAAAAAAAA0/4mdDBX5R90U/S220/isaac02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nYp09zzLeMw/SJt9c2rzxrI/AAAAAAAAA08/GEkEZ6-Bpkk/s72-c/DSC02816.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1433337899719134494.post-5231888143992856205</id><published>2008-07-17T19:30:00.000-07:00</published><updated>2008-07-17T20:18:31.631-07:00</updated><title type='text'>AUDAX 400 KMS DO PARANÁ (CURITIBA)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SIALeDmAzfI/AAAAAAAAAHI/e4kHofH8D8Y/s1600-h/DSC03212.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SIALeDmAzfI/AAAAAAAAAHI/e4kHofH8D8Y/s320/DSC03212.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224188178738499058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Cheguei na sexta-feira (11/07/2008) pela manhã a Curitiba. De cara simpatizei com a cidade, muito bonita e cuidada !!!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Fui direto ao hotel, montei a bike, almocei no Barigui Shopping e a tarde visitei algumas lojas de bicicletas. Retornando ao hotel apanhei a Anita e fui dar uma volta no Parque Barigui, aliás, um parque sensacional ! Há uma ciclovia muito legal dentro do parque, por onde andei uns 20 kms só para testar a bike. Depois me recolhi ao hotel, jantei e fiquei aguardando aos amigos que chegariam logo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Dia da prova, sábado, 12/07/2008 combinamos de nos encontrar no café da manhã as 07:30 AM. O café estava mais ou menos, mas a alegria era geral por estar-mos todos juntos nesta empreitada dos 400 kms do Paraná. Estavam lá o Paulo Endres, o Trevisan, Rubens Gandolfi, Vitor Matzembacher, Graxa, Dacivaldo, Esther (única mulher a largar, e completar, este Audax), Udo, Luiz Faccin, Armando, etc...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Após o café partimos logo para o local da largada, no estacionamento da Loja Havan, quase em frente ao hotel. Trinta e três ciclistas inscritos, três não compaceram então a largada, as 10:00 AM, aconteceu com 30 ciclistas partindo para o desafio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Em nosso velho pelotão tivemos o ingresso do Graxa, e assim partimos para os primeiros 117 kms até o PC1. De cara percebi que não estava nos meus melhores dias, pois não estava conseguindo acompanhar o pelotão. Nestes casos a experiência do cicloturismo ajuda muito, pois foi só maneirar a pedalada e deixar o pelotão seguir em frente, sem stress !! Fiquei sozinho, passei dois ou três companheiros de prova pelo caminho e segui em frente, até chegar ao primeiro trevo de acesso a cidade de Ponta Grossa. Quase me perdi nesta parte da prova, parando duas vezes para conferir a carta de rota e mais duas vezes para pedir informações. Na primeira vez um pedestre me disse que o Posto Tigrão estava muito longe, e o meu ciclocomputer já marcava mais dos que os 113 kms que informava a carta de rota; segundo ele eu estava a "absurdos" 2 kms do Posto Tigrão ! Fiquei pensando se eu falasse pra ele que a prova tinha 400 kms, certamente me chamaria de mentiroso !&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Mais uma parada para perguntar sobre o famoso posto, e desta vez tive que retornar uns 50 metros no caminho para finalmente apanhar a estrada que poucos metros depois me fizeram chegar ao PC1. Meu ciclocomputer marcava 117 kms, e o relógio mais ou menos 14:30 hrs. Eu estava exausto, parecia ter pedalado 600 kms até ali. Após carimbar o passaporte, encontrei com o Trevisan, o Graxa e o Vitor. Encontrar com os amigos já foi um estímulo, e mais ainda quando ví um restaurante aberto, com muita comida a disposição. Parti para o spaghetti com afinco, e logo depois ganhei a companhia do Paulo Endres, que também se abasteceu de muita massa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Em seguida chegou também o Faccin e seu parceiro de prova, o David. Eles optaram por não almoçar. Quando estávamos nos preparando para relargar chegou o Rubens e a Estherzinha. Agora a alegria estava completa, vendo que nossos parceiros estavam todos super inteiros. Enquanto o Faccin e o David retomavam a estrada, eu e o Paulo fomos bater um papo rápido com o Rubens e a Esther.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Eram 15:45 hrs quando eu e o Paulo partimos para o PC2. Logo que apanhamos a estrada rumo a Foz do Iguaçu já percebi que o mal que havia me atingido no início da prova era fome mesmo. A minha energia estava de volta, comecei a me sentir "normal" de novo. A estrada melhorou significativamente, o movimento de veículos diminuiu e a pedalada ficou mais redonda. Batemos muito papo neste trecho da estrada, as horas e a quilometragem voavam, encontramos com nosso amigo Dacivaldo que ficou arrumando um detalhe da bagagem dele e nós continuamos girando até alcançar um posto de pedágio. Depois do pedágio havia uma serra legal para descer, o Paulo partiu com tudo e eu fiquei uns 50 metros para trás. Um caminhão começou a descer a milhão e eu quase perco a voz gritando na tentativa de alertar o Paulo. Vinha um carro no sentido contrário, e o caminhão usou os freios para alertar o Paulo sobre usa presença, então é acostamento na hora e o caminhão foi embora. Logo depois chegamos ao trevo de acesso a Imbituva. No acesso já acendemos as luzes traseiras das magrelas, a tarde já estava indo embora. Chegamos a Imbituva e nos dirigimos a um posto de combustíveis para colocar uma roupa mais quente, tomar um refrigerante. Lá encontramos também outro audaxioso digamos menos ortodoxo, pois tinha um carro dando apoio ao mesmo. Cada um faz a sua história, dentro ou fora das regras !&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Passamos por Imbituva, havia uma avenida muito bonita na pequena cidade. Até alcançar-mos a saída da cidade, rumo a Irati, passamos por algumas ruas com boas subidinhas. Logo estávamos na estrada, que não era nenhuma maravilha, mas era possível tocar o pedal. Continuamos girando, antes de alcançar-mos o trevo de Irati já passou o primeiro audaxioso. Após o trevo de Irati encontramos com o Trevisan, o Vitor e o Graxa que já estavam retornando rumo ao PC3.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Já estávamos com fome novamente e quando chegamos ao PC2 eu pensei que poderíamos comer uma boa massa no local. Só encontramos lanches, então foram quatro pastéis grandes e uma torrada só de queijo (isso tudo só pra mim). O Faccin e o David estavam por lá, mais uma galera uniformizada e um senhor de Santa Catarina, muito gente fina. Após a comillança no preparamos para partir, antes porém chegaram a Esther e o Rubens. Largamos agora com a presença do Faccin, o David e o audaxioso de Sta.Catarina.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; O ritmo melhorou bastante, o pouco vento ajudava e a galera estava animada novamente. Logo chegamos a Imbituva, por onde passamos por caminhos diferentes. Eu havia comentado com o Paulo sobre o desejo de passar pela linda avenida da cidade. E foi por ela que passamos, com um monte de jovens em pequenos barzinhos. Continuamos girando as magrelas e logo chegamos a uma pequena serra que nos levaria até o posto de pedágio, onde paramos para comer dois sanduiches de queijo. Foi muito legal fazer uma pequena pausa, bater um papo, comer sanduiche com gatorade, fazer o velho "mix" e descansar por alguns minutos. Acho incrível como pequenas pausas como aquela podem melhorar o astral, deixar a gente mais tranquilo para continuar o giro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Dê-lhe pedal que ainda tem muito asfalto pela frente, logo encontramos um ciclista empurrando a bike montanha acima, ele havia desistido ! Uma pena, mas são coisas que acontecem, e sempre haverá outra oportunidade para ele tentar novamente. Encontramos novamente o Dacivaldo que girou com a gente até o trevo da cidade de Ponta Grossa. De lá ele partiu para o PC3, e nós fomos a uma pequena lancheria que haviam nos comentado estar aberta 24 horas. A tal lancheria era uma porcaria, no sentido da sujeira mesmo ! Comemos algumas porcarias e fomos para a estrada novamente. Chegamos ao PC3 na madrugada, não lembro o horário, mas devia ser umas 04:00 AM. Lá encontramos uma voluntária no mínimo estranha, pois parecia querer nos prejudicar psicológicamente falando um monte de besterias que não tinha nada a ver. Nem dei bola pra ela, pois para este tipo de pessoa é melhor a gente nem prestar atenção. Ah, aproveitei a parada neste último PC para tomar um café bem forte, e também para ajudar a sujar um banheiro bem limpinho que havia no local - eheheheheh !!! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; O Dacivaldo estava tirando um belo ronco escorado numa mesa !&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Na partida deste PC alinhamos eu, o Paulo Endres e o Faccin. O Dacivaldo e o David ficaram dormindo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Agora faltava o último trecho até a chegada, e isto psicológicamente sempre é positivo. O giro estava tranquilo, o Faccin não parava de falar (não nega as origens hem italiano ?!) e assim continuamos "remando" subindo e descendo pela estrada. O Paulo começou a usar as descidas com vontade, eu me animei e fui atrás, e quando me dei conta o Faccin havia ficado (mais tarde ele nos contou que havia furado um pneu). Quando faltavam uns 70 e poucos kms para a chegada o Paulo também furou um pneu. Paramos, eu aproveitei para trocar as lentes do óculos, comer castanhas de cajú... o Dacivaldo passou, depois o Faccin e logo nós estávamos na estrada novamente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; No pedágio o Paulo parou em uma lancheria para tomar um refri, e logo continuamos pedalando. Descemos uma serrinha sensacional, onde encontramos o Vandré parado no acostamento tremendo de frio, muito engraçado mesmo !!! E dê-lhe sobe e desce, eu diria que este percurso poderia se chamar Audax Gangorra ! Mais uma subida e finalmente chegamos ao Posto da Polícia Rodoviária, o relógio marcava 10:25 AM, onde havia um fiscal da prova registrando nossa chegada ao quilômetro 400. Mas ainda tinham mais alguns kms até a chegada, e assim continuamos para finalmente chegar-mos ao estacionamento da Loja Havam, cumprindo mais um Audax 400, o meu quarto Audax de 400 kms.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Algumas observações:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; 1- o trajeto (com bastante subidas) foi sensacional !&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; 2- muito bom pedalar com o Faccin. Depois do PBP ele parece curtir muito mais a prova, sem correrias desnecessárias;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; 3- inesquecível aquele trecho do trajeto em direção a Imbituva, a estrada estava perfeita, o papo rolou solto e a gente nem percebeu a quilometragem;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; 4- eu e o Paulo encontramos um bêbado na chegada a Imbituva, o cara tava "pra lá de Bagdá" !!! Mais torto que alça de pinico !!!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; 5- com subidas, a Anita pega mais leve, ou seja, vai mais devagar ! Nas descidas ela voa, no plano ela mantém sempre a cadência que o piloto mandar. Uma grande companheira !&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;           &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;Meu ciclocomputer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Distância percorrida: 423,82 kms&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tempo pedalado: 19:20:47 hrs&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Média: 21.9 kms/h&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Velocidade máxima no percurso: 71.0 kms/h&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1433337899719134494-5231888143992856205?l=ciclobikers.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciclobikers.blogspot.com/feeds/5231888143992856205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1433337899719134494&amp;postID=5231888143992856205&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1433337899719134494/posts/default/5231888143992856205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1433337899719134494/posts/default/5231888143992856205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciclobikers.blogspot.com/2008/07/audax-400-kms-do-paran-curitiba.html' title='AUDAX 400 KMS DO PARANÁ (CURITIBA)'/><author><name>Isaac Silveira Ibaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03444859086119325534</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SFwhDdDlWeI/AAAAAAAAAA0/4mdDBX5R90U/S220/isaac02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SIALeDmAzfI/AAAAAAAAAHI/e4kHofH8D8Y/s72-c/DSC03212.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1433337899719134494.post-3383654997078074666</id><published>2008-06-28T10:55:00.000-07:00</published><updated>2008-06-28T11:03:09.090-07:00</updated><title type='text'>Reflexão !</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SGZ8y1Bzo1I/AAAAAAAAAFo/j_9tnNiW8Qo/s1600-h/DSC03627.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SGZ8y1Bzo1I/AAAAAAAAAFo/j_9tnNiW8Qo/s320/DSC03627.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216994431025259346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Do livro &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O meu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Everest&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de Luciano Pires, retirei esta verdadeira pérola, que ele talvez não saiba, mas descreve perfeitamente o significado da palavra "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;cicloturismo&lt;/span&gt;" pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu estava num lugar maravilhoso, onde a natureza, de tão bela, chega a ser opressiva, onde o homem está a mercê de forças tão poderosas que nossa mente não compreende, onde o importante era o básico dos básicos: comida e abrigo. Nada mais importava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Quando a gente faz o paralelo com nossa vida normal, onde a questão do abrigo e do alimento está resolvida, mas a gente mal tem tempo para olhar para o céu e curtir as estrelas, onde criamos nossos filhos como se fossem gado para o abate: num cercado, sem exercícios e com muita, muita comida... chega a dar vergonha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;O pensamento automaticamente volta para a trilha, como que fugindo do &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;incomodo&lt;/span&gt; de encarar a superficialidade estúpida de nossas vidas, de nossos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;objetivos&lt;/span&gt;, de nossas batalhas diárias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;A vida daquele pessoal do Himalaia é dura ? Certamente. Mas... Sem luz, não tem rádio, não tem TV, não tem cinema, nem discoteca. O que eles fazem ? Conversam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;À noite, a diversão era sentar e conversar. Contar e ouvir histórias. Pais falando com filhos. Marido com mulher... para nós era algo pontual, parte daqueles 15 dias de viagem. Para os nativos, é o dia-a-dia. O paralelo com a civilização é arrasador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Pensar na minha casa, onde eu, minha esposa e meus dois filhos desperdiçamos as noites vendo televisão. Cada um no seu quarto. Onde a ameaça do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;apagão&lt;/span&gt; é desespero porque a gente não vai ter o que fazer à noite... como se conversar fosse algo impensável...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;É impossível não &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;refletir&lt;/span&gt; sobre nossa civilizada, avançada tecnologia e estúpida mediocridade."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;O meu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Everest&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;Luciano Pires&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1433337899719134494-3383654997078074666?l=ciclobikers.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciclobikers.blogspot.com/feeds/3383654997078074666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1433337899719134494&amp;postID=3383654997078074666&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1433337899719134494/posts/default/3383654997078074666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1433337899719134494/posts/default/3383654997078074666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciclobikers.blogspot.com/2008/06/reflexo.html' title='Reflexão !'/><author><name>Isaac Silveira Ibaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03444859086119325534</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SFwhDdDlWeI/AAAAAAAAAA0/4mdDBX5R90U/S220/isaac02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SGZ8y1Bzo1I/AAAAAAAAAFo/j_9tnNiW8Qo/s72-c/DSC03627.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1433337899719134494.post-2851697641047127637</id><published>2008-06-28T10:13:00.000-07:00</published><updated>2008-06-28T11:40:21.556-07:00</updated><title type='text'>Audax 600 kms - série 2006</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SGZ4C4HKTvI/AAAAAAAAAFg/a9nVM2AYqZ0/s1600-h/Resize+of+DSC03515.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SGZ4C4HKTvI/AAAAAAAAAFg/a9nVM2AYqZ0/s320/Resize+of+DSC03515.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216989209172791026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Este é o relato do meu segundo brevet de 600 kms, partindo da cidade de Eldorado do Sul (RS) no dia 16/07/2006.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;PRÓLOGO DE ÁGUA&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Quarta-feira, 12/07/2006, o site Audax-RS confirma a realização da prova para o final de semana, segundo os metereologistas a chuva cairia "apenas" até ao meio dia do sábado. Provaríamos que realmente não há mais como prever com exatidão as condições climáticas do planeta.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Por uma série de compromissos não consegui cumprir uma de minhas orientações para a prova, que é a de aumentar a cota de sono na semana da corrida. Pensei em chegar mais cedo em casa na sexta-feira e dormir algumas horas, mas tive a desagradável surpresa de encontrar a Albatroz com o pneu dianteiro furado, e até conseguir arrumar tudo as horas pareciam voar, então não foi possível descansar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Cheguei em Eldorado do Sul, local da largada neste ano, as 22:30hrs. Alguns amigos já estavam por lá, inclusive meu parceiro de treinos, o Rubens Gandolfi. Montei a bike, fechei os últimos preparativos e as 23:30hrs fomos chamados para o briefing. As tradicionais recomendações, especialmente porque a chuva já era abundante, e as 00:10 hrs partimos para uma longa e divertida aventura. Chovia muito !&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;PRIMEIRO ATO - ACIDENTE E PNEU FURADO&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Partir de Eldorado do Sul, ao meu ver, foi mais interessante, pois não tivemos que encarar as pontes que ficam no caminho entre Porto Alegre e Eldorado com suas armadilhas sob o piso. Já na estrada para Charqueadas um companheiro de prova sofre uma queda e bate com o rosto no asfalto, primeira baixa da corrida. Ainda antes de Charqueadas o pelotão já estava formado: Rubens, Edson, Trevisan, Paulo Endres, Thales, Luiz Faccin e eu. Este é o pelotão que concluiu o Audax 400 juntos. Antes de Charqueadas já tivemos o primeiro pneu furado, uma desgraça para provas desta categoria, visto que além de perder tempo faz com que esfriemos o ritmo da pedalada.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Passamos girando por Charqueadas, e seguimos em frente rumo ao primeiro PC, no famoso Pesque e Pague Panorama. Após 90 kms chegamos as 04:00hrs neste PC. A chuva era nossa constante companheira.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;RUMO A SANTA CRUZ DO SUL&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Após o primeiro PC continuamos girando firmes na estrada, alcançamos Vale Verde e logo em seguida encaramos uma pequena e íngrime subida, para passarmos por Passo do Sobrado. Poucos quilômetros depois chegamos a rodovia que nos levaria através de uma pequena serra até a Pousada Vida Nova, fechando os primeiros 148 kms até o segundo PC da prova.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;A FASE SOBE-E-DESCE&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Partindo da Pousada Vida Nova há uma pequena serra muito interessante, e depois é descer o outro lado da estrada rumo ao Restaurante Shuster, mais alguns quilômetros até o trevo de Venâncio Aires e seguimos pedalando em frente mais uns 10 kms até um posto de combustíveis. Uma parada para assinar a lista de presença neste posto, fazer um lanchinho rápido e na hora de sair temos mais outro pneu furado. O pelotão neste momento estava acrescido do Danilo Baldi e o Marcos Lazarotto, e eles continuaram girando junto com o Rubens, enquando nós ficamos trocando o pneu. Logo em seguida também partimos para a estrada e nem bem adentramos o trajeto para Lajeado e um ciclista estava nos aguardando com o pneu furado. Não deu pra entender porque ele não estava trocando o pneu, parece que apenas queria compania para fazer isto.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Este trecho é cheio de coxilhas, e nosso pelotão estava aproveitando bem as condições do terreno principalmente para embalar as magrelas nas descidas e maneirar um pouco nas subidas. Logo a frente outro pneu furado, mais uma parada e eu segui em frente com o Thales, rumando para Lajeado sob uma chuva fina. No caminho avistei a bike do Rubens parada em frente a um restaurante, ele devia estar abastecendo a máquina.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Cheguei ao meio dia no PC3, em Lajeado, após 227 kms percorridos até então. Logo em seguida chegaram mais parceiros de prova e também o Rubens. A parada foi mais longa para comer alguma coisa e logo nos preparamos para seguir em frente. O Rubens e o Thales estavam então abortando a prova, por problemas de saúde. A estrada agora possui uma série de subidas sensacionais, com bom acostamento, excelente visual, e a chuva batendo firme no lombo. Ainda bem que eu instalei um paralamas dianteiro na Albatroz, senão já estaria com os olhos comprometidos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Eram 14:30hrs quando cheguei ao PC4, em Muçum, e os amigos de Lajeado estavam lá nos aguardando, o Régis e a Magali, e outros que nem lembro o nome. Todos muito camaradas e dando a maior força pra nós. A pausa teve que ser ainda maior, pois como a chuva tinha dado uma trégua, chegamos até a pensar que seria definitiva, aproveitamos para secar as capas de chuvas, dar uma olhada no equipamento em geral e claro, comer muito ! Cheguei a sair sem a capa de chuva deste PC, porém após poucos quilômetros a chuva reiniciou, então que tive que parar para recolocar a capa. O pessoal continuou avançando, e tive que fazer um belo de um sprint para alcança-los novamente.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;O Faccin puxava o pelotão, e fomos tocando pedal até o PC5, em Lajeado novamente. Pequena pausa neste PC e logo estávamos na estrada. O objetivo deste trecho é alcançar o PC6, na Pousada Vida Nova, em Sta.Cruz do Sul. O Trevisan e o Paulo Endres deram uma aliviada no pedal e eu e o Edson continuamos girando juntos até chegar-mos ao PC6, com 358 kms percorridos até aqui. O Faccin havia parado no caminho para acompanhar a troca de mais um pneu furado de outro ciclista.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;IDAS E VINDAS A STA.CRUZ&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;O pessoal da organização estava cozinhando uma massa, e como ainda demoraria um pouco, resolvemos então seguir para Rio Pardinho e jantar a massa no retorno a Sta.Cruz. Tocamos pedal por uma estradinha cheia de armadilhas, muitos buracos, e chegamos inteiros em Rio Pardinho. Aproveitamos a rápida parada para tomar um guaraná da colônia, em seguida chegou o Faccin com outro companheiro de prova, e logo tocamos pedal em direção a Sta.Cruz novamente. Chegando novamente na Pousada Vida Nova finalmente podemos comer a tão prometida massa, que foi devorada com muito gosto. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Não demoramos muito para reinicar-mos o giro em direção a Candelária. Partimos da pousada eu, o Edson, o Faccin e o Joel (de Candelária), e começamos girando muito alto, com uma média acima dos 35 kms/h, o que no proporcionou chegar rápido a Candelária. Neste PC havia um sopão sensacional, então aproveitamos para "completar o combustível" e preparar o retorno a Sta.Cruz. O Faccin e o Joel resolveram dormir em Candelária, eu e o Edson optamos por retornar a Pousada Vida Nova, em Sta.Cruz.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;O vento estava meio esquisito neste trecho de 33 kms entre Candelária e Sta.Cruz, e por uma boa parte do caminho tivemos a compania do Danilo Baldi e o Marcos Lazzarotto. Chegamos bem cansados ao PC, as 02:09 AM, com o quarto já reservado partimos logo para o banho e em seguida para uma soneca de 3 horas. Antes porém deixei a Albatroz aos cuidados do mecânico para uma boa limpeza na transmissão. Havíamos combinado com o Paulo Endres e o Trevisan a partida da Pousada Vida Nova as 06:00 AM, sendo que eles chegaram a Pousada as 02:51 AM e também puderam descansar um pouco.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;O ÚLTIMO TRECHO DO DESAFIO&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;As 05:30 AM o despertador tocou e já estava na hora de retomar o giro, agora faltando apenas 148 kms até a linha de chegada. Partimos eu, o Edson, o Paulo Endres e o Trevisan. Depois de um descanso, banho tomado, roupas e sapatilhas secas, café da manhã... as condições eram bem melhores. Não chovia, o vento não estava atrapalhando, porém já de saída apanhamos aquela serrinha já famosa da saída deste PC, aliviamos a pedalada e seguimos "remando" estrada acima.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Descidas fortes até o Shuster e logo acessamos a estrada em direção ao Pesque e Pague Panorama, uma estradinha muito conhecida por todos. O papo estava rolando solto em nosso pequeno pelotão, não dava nem pra sentir a quilometragem, pois a animação era geral. Chegamos próximo do local onde os cachorros são os audaxiosos mais famosos, e combinamos de passar sprintando pelo local.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;O alinhamento ficou com o Trevisan na frente, depois o Edson, eu e o Paulo Endres. O cachorro já estava espreitando, e cismou comigo. Foi uma situação que eu ainda não tinha vivido, com um cachorro saltando sobre a minha perna direita, dando a volta na bike e atacando pela esquerda também. Não levei um tombo por detalhe, e ele só parou de me atacar quando parei e bike e resolvei partir pra cima dele, com intenções de jogar a Albatroz em cima do medonho. Que sufoco !!!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Passado o susto continuamos "remando" até o PC 10, no Pasque e Pague Panorama, chegando as 09:18 AM do domingo. Um belo café com leite e muitos sanduíches depois partimos para a linha da chegada, restando 90 kms. Já de saída mais um pneu furado, desta vez da bike do Paulo Endres, e fizemos mais uma parada para trocar a câmara. O Edson e eu havíamos apanhado uma banana cada um e combinado de comê-las na ponte do Rio Jacuí. Logo chegamos à ponte e comemos as bananas, depois foi São Jerônimo, e logo chegamos ao Postaço, em Charqueadas. Fizemos uma última parada estratégica e o Edson mostrou o tornozelo super inchado e dolorido. Nesta prova mais longa eu carrego uma cartela de Cataflan comprimidos, Hipoglos, e um tubo de Gelol, a gente nunca sabe quando pode precisar de um remedinho desses. Emprestei o Gelol para o Edson usar no tornozelo, porém o ritmo dele caiu pra caramba, o que era de se esperar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;O Paulo Endres abriu caminho, e continuamos tocando pedal até o pedágio na BR 290, início daquele retão que eu detesto passar. Forcei a pedalada para me livrar logo do retão e quando cheguei na estrada para Eldorado já não enxergava mais o grupo. Como já estávamos chegando, e eu me sentia totalmente novo, resolvi fazer o velho e bom sprint final, girando na casa dos 30 a 35 kms/h até chegar a Eldorado do Sul.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;As 14:33 hrs do domingo, 17/07/2006, completava então meu segundo brevet 600 kms, com uma grande recepção no ginásio municipal de Eldorado do Sul. Dos 36 audaxiosos que largaram apenas 19 conseguiram concluir com sucesso esta prova sensacional. Em que pese a prova ter sido difícil, pelas condições climáticas, foi igualmente gratificante, com ênfase para o pessoal da organização que sempre nos dá uma atenção especial.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Viva o Audax !!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1433337899719134494-2851697641047127637?l=ciclobikers.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciclobikers.blogspot.com/feeds/2851697641047127637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1433337899719134494&amp;postID=2851697641047127637&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1433337899719134494/posts/default/2851697641047127637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1433337899719134494/posts/default/2851697641047127637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciclobikers.blogspot.com/2008/06/audax-600-kms-srie-2006.html' title='Audax 600 kms - série 2006'/><author><name>Isaac Silveira Ibaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03444859086119325534</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SFwhDdDlWeI/AAAAAAAAAA0/4mdDBX5R90U/S220/isaac02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SGZ4C4HKTvI/AAAAAAAAAFg/a9nVM2AYqZ0/s72-c/Resize+of+DSC03515.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1433337899719134494.post-4083608132816524520</id><published>2008-06-23T05:09:00.000-07:00</published><updated>2008-06-23T05:35:54.041-07:00</updated><title type='text'>Chuí-Buenos Aires</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SF-YZUxmX1I/AAAAAAAAAFQ/DbQ5p7mUgsI/s1600-h/IMG_4837.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SF-YZUxmX1I/AAAAAAAAAFQ/DbQ5p7mUgsI/s320/IMG_4837.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215054454359220050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SF-YRe31dQI/AAAAAAAAAFI/Nl09LZZHxGk/s1600-h/DSC00207.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SF-YRe31dQI/AAAAAAAAAFI/Nl09LZZHxGk/s320/DSC00207.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215054319630775554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajar de bicicleta é algo realmente diferenciado, pois evoca uma série de atributos um pouco raros nos dias de hoje: paciência, dedicação aos detalhes, planejamento, disciplina, companheirismo, entre outros. Nosso "time", composto por cinco amigos, traçou o percurso C&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SF-Yhvr7wMI/AAAAAAAAAFY/wbah3e1tmKQ/s1600-h/IMG_4940.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SF-Yhvr7wMI/AAAAAAAAAFY/wbah3e1tmKQ/s320/IMG_4940.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215054599022166210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;huí-Buenos Aires como meta para o feriado do carnaval/2006, e para tal partimos de ônibus desde Porto Alegre até Chuí no dia 24 de fevereito.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Primeiro dia: Chui a La Paloma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;25/02/2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã do dia 25/02 curtimos nosso café da manhã no lado uruguaio do Chuí, realizamos o câmbio para a moeda uruguaia e logo estávamos efetivamente na estrada. As bicicletas com seus alforjes instalados, a camaradagem entre novos e velhos amigos e a perspectiva de muitos quilômetros pela frente nos traziam um misto de ansiedade e felicidade na partida.&lt;/span&gt;    &lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Nosso primeiro dia na estrada foi o mais duro, pois as condições climáticas não estavam favoráveis, com vento e chuva durante quase todo o percurso. Foram 140 kms de muita diversão, muito pedal, apanhando uma estrada vicinal que nos levou a pequena Águas Dulces, onde almoçamos, passando pelo acesso a Cabo Polônio e chegando a La Paloma, onde pernoitamos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Segundo dia: La Paloma a La Barra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;26/02/2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;O tempo melhorou, e partimos de La Paloma com destino a La Barra, através de uma estrada muito interessante, onde é possível perceber o respeito que os condutores uruguaios possuem pelos ciclistas. Passamos pela cidade de Rocha, parada para um lanche, e continuamos pedalando através de colinas que nos davam um excelente ritmo. Acessamos uma pequena estrada não pavimentada que nos levou novamente a uma "ruta" costeando o Atlântico até adentrar-mos a localidade de La Barra, após 95 kms de estrada. Momento para armar nossas barracas em um camping local, e partir para "cenar" (jantar) em uma pizzaria local.&lt;/span&gt;    &lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Terceiro dia: La Barra&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; a Atlândia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;27/02/2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;Visitamos Punta del Este, conhecendo pontos importantes da cidade, e partimos novamente para a estrada. Nossa meta agora era chegar a cidade de Atlântida, distante 99 kms de La Barra. Inicialmente apanhamos a auto estrada, uma espécie de freeway uruguaia, porém logo em seguida acessamos uma pequena estrada pavimentada que nos levou através de praias pouco conhecidas até a cidade de Piriápolis, onde o almoço foi em um restaurante maravilhoso a beira mar. Momento de congrassamento entre todos, um "review" dos momentos que tínhamos vividos até então, dos planos para os próximos dias, e apreciação da culinária local, com muita cerveja gelada, é claro ! Depois de uma pausa, retomamos a estrada e chegamos a cidade de Atlântida, onde mais uma vez acampamos e curtimos os restaurantes locais. Agora estávamos muito próximos de Montevideo.&lt;/span&gt;    &lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quarto dia: Atlântida a Montevideo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;28/02/2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;Partimos de Atlântida e depois de escassos 45 kms chegamos a capital uruguaia, Montevideo. Fomos direto ao mercado público local, onde fizemos um almoço especial. Depois do almoço nos alojamos no Albergue da Juventude, e nos preparamos para curtir o dia seguinte na cidade.&lt;br /&gt;Era 01/03, e ficamos o dia inteiro visitando pontos turísticos, descansando e nos preparando para o último trecho de pedal: Montevideo-Colônia de Sacramento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quinto dia: Montevideo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; a Colônia del Sacramento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;02/03/2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Programamos nossa partida para as 06:30 da manhã, e ainda estava escuro quando saímos de Montevideo. Era o trajeto mais extenso de nossa cicloviagem, em um percurso com muitas colinas, porém o dia estava excelente, todos estavam animados e seguimos girando com muito ânimo. Paramos algumas vezes, seja para tomar o café da manhã, molhar a garganta com uma boa cerveja gelada, curtir a excelente e revigorante Malta, bater papo na estrada, enfim, viver cada momento intensamente. Alguns quilômetros antes de Colônia fizemos uma parada estratégica para degustação de vinhos em uma adega local, um momento inesquecível da viagem. Chegamos um pouco mais alegres em Colônia de Sacramento, após a degustação de vinhos, na cidade mais antiga do Uruguai e a única de colonização portuguesa. Nos instalamos no Albergue da Juventude local.&lt;/span&gt;    &lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;No dia seguinte, 03 de março, conhecemos os principais pontos turísticos da cidade e aproveitamos para fazer a travessia, no barco Albayzin, do Rio da Prata, chegando a Buenos Aires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sexto dia: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;travessia Colônia del Sacramento-Buenos Aires&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;03/03/2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Nosso projeto estava chegando ao fim, porém ainda tínhamos o dia seguinte para curtir Buenos Aires.&lt;/span&gt;     &lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Conhecemos um pouquinho desta incrível cidade e no dia 04/03/2006 atravessamos novamente o Rio da Prata para Colônia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;, &lt;/span&gt;onde apanhamos um ônibus para Montevideo e de lá outro "busão" de retorno a Porto Alegre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;Grandes momentos vividos em cada quilômetro de estrada, de uma vivência única que somente o cicloturismo pode oferecer, da luta nas poucas subidas, do vento no rosto nas descidas, da concentração nas planícies e sobretudo do privilégio de compartilhar a estrada com a nossa grande companheira: a bicicleta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;u&gt;Bikers:&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;Esther Axelrud Galbinski&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Klaus Rurak&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Rubens Pinheiro Gandolfi&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Everton Weissheimer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Isaac Silveira Ibaldo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;u&gt;Trajeto:&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;24/02/2006 (sexta-feira)- viagem Porto Alegre-Chuí (ônibus)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;25/02/2006 (sábado)- Chuí-La Paloma (140 kms)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;26/02/2006 (domingo)- La Paloma-La Barra (95 kms)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;27/02/2006 (segunda-feira)- La Barra-Atlântida (99 kms)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;28/02/2006 (terça-feira)- Atlântida-Montevideo (45 kms)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;01/03/2006 (quarta-feira)- turismo em Montevideo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;02/03/2006 (quinta-feira)- Montevideo-Colônia de Sacramento (177 kms)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;03/03/2006 (sexta-feira)- turismo em Colônia e travessia para Buenos Aires&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:sans-serif;font-size:100%;"  &gt;04/03/2006 (sábado)- turismo em Buenos Aires. Retorno para Montevideo e embarque para Porto Alegre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1433337899719134494-4083608132816524520?l=ciclobikers.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciclobikers.blogspot.com/feeds/4083608132816524520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1433337899719134494&amp;postID=4083608132816524520&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1433337899719134494/posts/default/4083608132816524520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1433337899719134494/posts/default/4083608132816524520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciclobikers.blogspot.com/2008/06/chu-buenos-aires.html' title='Chuí-Buenos Aires'/><author><name>Isaac Silveira Ibaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03444859086119325534</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SFwhDdDlWeI/AAAAAAAAAA0/4mdDBX5R90U/S220/isaac02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SF-YZUxmX1I/AAAAAAAAAFQ/DbQ5p7mUgsI/s72-c/IMG_4837.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1433337899719134494.post-6792041387417873483</id><published>2008-06-23T04:51:00.000-07:00</published><updated>2008-06-23T05:07:25.740-07:00</updated><title type='text'>Lagos e Vulcões</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SF-PCEAG89I/AAAAAAAAAEg/91LxgcA6Dyc/s1600-h/DSC01198.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SF-PCEAG89I/AAAAAAAAAEg/91LxgcA6Dyc/s320/DSC01198.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215044159115031506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Fevereiro de 2004, tudo pronto, chegou a hora de embarcar na aventura curtindo 35 horas de ônibus de Porto Alegre a Santiago do Chile, e chegando lá mais 9 horas de Santiago para a cidade de Temuco, 900 kms ao sul. As bikes são transportadas "confortavelmente" no bagageiro do ônibus juntamente com as bagagens dos passageiros, o detalhe é que devem ser transportadas sem a roda dianteira e preferencialmente encapadas. No Chile as empresas de ônibus cobram uma taxa extra por este transporte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Na chegada a cidade Temuco montamos as bikes, que ganharam mais 38 kgs de peso cada, devido a equipamentos necessários a nossa autonomia. Para citar alguns: barraca, isolante térmico, saco de dormir, fogareiro, panelas, talheres, roupas para frio, roupas especiais para pedalar na chuva, kit básico de medicamentos, ferramentas para a bicicleta, pneu reserva, duas câmaras reservas, etc, etc...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Era a nossa primeira experiência com o rípio chileno, que são estradas sem pavimentação cobertas com pedras extraídas dos rios da região. Estas pedras, de todos os tamanhos, são espalhadas pela estrada transformando-as em um desafio a parte para os cicloturistas. Com toda a carga de equipamentos as bicicletas acabam ficando extremamente instáveis neste tipo de piso causando dores nos braços e ombros nos primeiros dias de viagem. Há ainda o fato de que muitos motoristas chilenos, em suas camionetes 4x4, passam a mais de 100 kms/h arremessando pedras para todos os lados, o que era uma preocupação constante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;No caminho para a cidade de Cunco tivemos nosso primeiro espetáculo, o vulcão Llaima com seus 3125 metros, fez com que ficássemos estáticos observando este mistério incrível da natureza. Passando a cidade de Cunco apanhamos uma pequena estrada de rípio que nos levou ao Lago Colico. Acampamos a beira do Lago, em uma área de camping privado.&lt;/span&gt;    &lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Saindo do Lago Colico continuamos nossa cicloviagem com destino a Villarrica, fazendo um camping selvagem na localidade de Pedregoso, e chegando em Villarrica no dia seguinte. O lago e o vulcão Villarrica nos fazem meditar muito sobre a vida, tamanha a beleza de ambos, as cores, a natureza em harmonia, uma paisagem para não esquecer jamais. A cidade de Villarrica não acompanha a beleza do lugar, pois é um pouco agitada. Aproveitamos para descarregar nossas imagens (fotos e vídeos) em um cyber café da cidade, nosso destino agora era Pucon.&lt;/span&gt;  &lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;A estrada de Villarrica a Pucon é uma das mais lindas da região, pois os 25 kms que separam as duas cidades são percorridos sob a vigilância do vulcão Villarrica, que parece nos observar. A pequena Pucon está localizada literalmente aos pés do Villarrica, é uma cidade charmosa, completamente lotada de turistas, com muitas agências de aventuras onde você pode contratar pacotes diários para mountain bike, rafting, trekking e muitos esportes de aventura. Pucon entrou em nossa lista "The Best" dos lugares imperdíveis do sul chileno, no entanto no dia seguinte levantamos nossas "carpas" (barracas de camping em espanhol) e seguimos para conquistar mais um lago, o Caburgua.&lt;/span&gt;    &lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Após visitar o lago, seguindo as dicas do pessoal local, apanhamos uma pequena estrada de rípio para uma localidade denominada Ojos del Caburgua, onde montamos acampamento e aproveitamos para fazer trecking costeando o rio que corta o camping. Mata nativa, quedas d'água maravilhosas e um rio azul e transparente era o nosso visual durante a caminhada. Simplesmente inesquecível !&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Hora de seguir viagem, o caminho agora nos levaria ao Parque Nacional Villarrica. O início do trajeto neste dia era pavimentado, porém alguns quilômetros depois já estávamos em uma estradinha de rípio seguindo para Termas de Palguín, e então a pequena estradinha ficou ainda menor e uma placa anunciava "Sr Visitante, El camino esta en muy mal estado, no continuar hacia Coñaripe" (Coñaripe é uma pequena cidade, as margens do Lago Calafquen), e esta informação soou como adrenalina para nós. As subidas eram extremamente íngrimes e empurrar as bikes com seus quase 40 kgs, em uma estrada coberta de pedras soltas, foi realmente um presente pra nós, naquele final de dia montamos acampamento no meio do Parque. No dia seguinte concluimos a travessia do Parque e chegamos a pequena Coñaripe, mais um importante lago (o Calafquen) tinha sido conquistado. O Parque Nacional Villarrica foi eleito por nós o lugar mais lindo de toda a nossa cicloviagem pela região, no entanto é bom lembrar que o acesso deve ser feito apenas com veículos 4x4, ou se preferir, de bicicleta. Como chegamos cedo em Coñaripe, almoçamos e logo seguimos viagem com destino a Lican Ray, sempre margeando o Lago Calafquen. Montamos nosso acampamento em Lican Ray, nosso próximo lago agora era o Lago Panguipulli.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Chegamos a Panguipulli, pernoitamos e no dia seguinte nosso destino era Los Lagos. Antes porém visitamos o Lago Riñihue, com suas águas verdes transparentes. Neste ponto nossa aventura tinha um pequeno desvio, que nos levaria a famosa Valdívia e também a Niebla, uma praia do Pacífico. O trajeto para Valdívia era todo pavimentado, e como tínhamos duas opções de caminho optamos pelo que nos levaria através da pequena cidade de Máfil.&lt;/span&gt;    &lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Valdívia é uma cidade viva, fundada em 1552, e com 127 mil habitantes, possui prédios exeburantes com arquitetura alemã do início do século XX, porto de turismo com seus barcos de passeios, museo histórico e antropológico, a catedral, o mercado municipal (onde jantamos salmão a R$ 7,00 o prato) e uma série de lugares imperdíveis. Aproveitamos a oportunidade para seguir 15 kms adiante e visitar a praia de Niebla, no Pacífico.&lt;/span&gt;    &lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Foi difícil deixar a cidade, pois ela é muito acolhedora, no entanto precisávamos retornar a região dos lagos e o nosso destino agora era o Lago Ranco, um dos maiores lagos da região. Para tal percorremos nossa maior quilometragem em um único dia, foram 140 kms até a cidade de Lago Ranco, as margens do lago de mesmo nome. Das margens do lago é possível visualizar a Cordilheira dos Andes, distante mais ou menos 100 kms do local.&lt;/span&gt;    &lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Seguindo viagem rumo ao sul nosso próximo destino foi a cidade de Osorno, onde aproveitamos para concertar uma das bicicletas que estava com a roda traseira danificada, e no dia seguinte continuar viagem agora com destino a Entre Lagos e Las Cascadas. Era domingo, chegamos em Entre Lagos próximo do meio dia e fomos fazer nosso almoço as margens do Lago Puyehue. A tarde seguimos nosso trajeto agora visando alcançar o Lago Rupanco, e depois de conquista-lo continuamos o pedal até a pequena localidade de Las Cascadas, já nas margens do grande Lago Llanquihue. Em apenas um dia de pedal conquistamos três lagos: Puyehue, Rupanco e Llanquihue.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Conquistando o vulcão Osorno&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Em Las Cascadas optamos por um dia de descanso, pois já estávamos a 14 dias pedalando sem nenhum dia de folga. Justo neste dia ocorreram algumas pancadas de chuvas, então aproveitamos bem a folga para conhecer o lugar, limpar e lubrificar a transmissão das bicicletas, colocar os diários de bordo em dia e relaxar. Neste mesmo dia fomos visitar o centro de informações turísticas do local, onde encontramos um mountain biker que mudou nosso trajeto ao falar sobre o vulcão Osorno e os "senderos" (trilhas) difíceis para conquistá-lo. Nos preparamos com muita água e comida para escalar o Osorno, com seus 2652 metros, pois qualquer problema nas condições do tempo poderia nos prender na montanha por alguns dias, então tivemos que pensar em tudo e carregar como nunca nossas bicicletas.&lt;/span&gt;  &lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;O caminho era um desafio descomunal, composto basicamente de pedras vulcânicas, sem permissão de acesso para veículos automotores, e demarcado até o ponto mais alto da montanha, a aproximadamente 300 metros da cratera principal. São 23 kms subindo, dos quais 10 kms empurrando as bikes. Ao chegar lá em cima a visão é indescretível, você vê todo o Lago Todos Los Santos, o Cerro Tronador (na Argentina) coberto de neve, além de um vento forte e congelante. Ficamos poucos minutos curtindo o visual, fotografando e filmando, e tivemos que retomar o trajeto, era extremamente frio permanecer lá em cima.&lt;/span&gt;  &lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Como todo o caminho que sobe tem que descer, tinha chegado o momento de despencar montanha abaixo em um downhill extremamente perigoso, ainda mais com as bikes carregadas. Foram duas quedas durante a descida, todas sem nenhuma gravidade ou avaria para as bikes, concluindo o desafio com a chegada a localidade de Petrohue. Embora exaustos, estávamos felizes como nunca, a conquista do vulcão Osorno foi uma conquista memorável para nós.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Um novo dia, e agora estávamos pedalando para visitar os famosos Saltos del Rio Petrohue, dentro do Parque Nacional Vicente Perez Rosales. De lá seguimos em frente passando por Ensenada, Puerto Varas e concluindo o giro na cidade de Puerto Montt. Depois de tantos dias acampando optamos por ficar em um hostal. A gente nem lembrava mais como era dormir em camas, tomar um banho quente ou ligar a TV.&lt;/span&gt;    &lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Nosso projeto estava se encaminhando para seu final, nos restava agora conquistar La Isla Grande de Chiloé. Partimos de Puerto Montt pela Ruta 5 até a cidade de Pargua, onde apanhamos um barco para atravessar o Canal Chacao, no Pacífico. Mais 30 kms e chegamos a cidade de Ancud. A ilha é famosa pelas suas igrejas antigas, a sua cultura totalmente diferenciada do resto do país que resultou numa mescla hispano-mapuche em três séculos de isolamento, até a fundação de Puerto Montt em 1853. Nossa primeira parada na ilha foi na cidade de Ancud, onde pernoitamos e no dia seguinte seguimos para a capital da ilha, Castro.&lt;/span&gt;    &lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Chegamos no encerramento do 25o Festival Costumbrista Chilote, em Castro, e podemos ter o privilégio de conhecer bem de perto a cultura chilote, com sua culinária típica, artesanato, tradição no manejo da madeira e um povo com forte influência mapuche, talvez o mais mapuche território chileno.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Chegou o momento de voltar, tudo começa a passar vagarosamente pela nossa mente, cada caminho, montanhas, rios, lagos, florestas, vulcões... não existem palavras para descrever tamanha alegria, então percebemos que nossas vidas foram esvaziadas do cotidiano comum restando somente o mais importante: Deus, a família e os amigos. Deixo um pensamento, nascido em meu diário de bordo durante acampamento no Parque Nacional Villarrica:&lt;/span&gt;    &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Pedalar nao é apenas equilibrar o corpo, é equilibrar a alma !&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Nao é uma questao de força, é uma questao de espírito !&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;É ter fé e ousadia pra desafiar os ventos, escalar montanhas,&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;E ter o prazer de compartilhar tudo isto com alguém muito especial: a bicicleta !&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1433337899719134494-6792041387417873483?l=ciclobikers.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciclobikers.blogspot.com/feeds/6792041387417873483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1433337899719134494&amp;postID=6792041387417873483&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1433337899719134494/posts/default/6792041387417873483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1433337899719134494/posts/default/6792041387417873483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciclobikers.blogspot.com/2008/06/lagos-e-vulces.html' title='Lagos e Vulcões'/><author><name>Isaac Silveira Ibaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03444859086119325534</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SFwhDdDlWeI/AAAAAAAAAA0/4mdDBX5R90U/S220/isaac02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SF-PCEAG89I/AAAAAAAAAEg/91LxgcA6Dyc/s72-c/DSC01198.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1433337899719134494.post-846061973175032716</id><published>2008-06-21T16:54:00.000-07:00</published><updated>2008-06-30T17:29:54.530-07:00</updated><title type='text'>Luis Ocaña</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SF71Qrke27I/AAAAAAAAAEY/r71v9EGDuTg/s1600-h/Ocan%CC%83a-2b.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SF71Qrke27I/AAAAAAAAAEY/r71v9EGDuTg/s320/Ocan%CC%83a-2b.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214875085464066994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O CAMPEÃO E A DESGRAÇA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Priego, um pequeno povoado da provincia de Cuenca, terra de criação de cordeiros e cultivo de oliveiras. Um bom exemplo do estado miserável da Espanha dos anos 40. Neste povoado é onde, em 9 de junho de 1945, em uma humilde casa de pedra, nasce o primeiro filho de Luis Ocaña e Julia Pernía: Jesús Luis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;INÍCIO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A fome aperta e Luis pai decide abandonar seu penoso trabalho e seu povoado para ser mineiro. Porém isto parece não ser o suficiente. O pai marcha para uma aventura francesa e se converte em lenhador junto com o seu genro que havia fugido do franquismo. A vida parece mais fácil. Em 4 de outubro de 1957, Luis pai reúne toda a família na França. Em Barcelone du Gers,  seu povoado de adoção, o pequeno Luis tem duas opções na hora de ir a escola: andando ou de bicicleta. Por questão de tempo, não faz mais do que sonhar com a segunda.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um dia Ocaña descobre uma bicicleta de estrada vermelha, escorada em um muro. Sem pedir permissão ao seu dono, a recolhe emprestada para brincar de ser campeão. Porém, havia se esquecido de um pequeno detalhe: não sabe andar de bicicleta ! Assim que cai, envergonhado, a deixa descansar...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O TRAMPOLIM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em 1959, o pequeno Ocaña segue a seus pais para Houga, alguns quilômetros além de Barcelone du Gers. Seu pai trabalha em uma coperativa agrícola. Um tempo depois, Luis vai para Aire sur Adour aprender o ofício de carpinteiro. Durante as férias, ele "brinca" de ser lenhador, e consegue assim comprar a bicicleta de seus sonhos. Finalmente, tem uma Automoto amarela. Após um curto período de aprendisagem, Luis aproveita qualquer minuto livre para andar de bicicleta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Seu patrão carpinteiro, o senhor Ducros, percebe seu potencial e força de vontade. Assim que fala sobre o garoto ao seu amigo Cheval, presidente do clube desportivo Avenir Aturin, lhe faz tomar parte de sua equipe. Porém para isto necessita de uma autorização paterna que Luis não conseguirá. E equipe utiliza então uma falsificação, pois é indispensável.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Graças a ajuda do senhor Ducros, Ocaña consegue uma nova bicicleta de estrada e veste a camisa do clube. Corre o ano de 1962. Sua licença tem o número 85.580. Com ela consegue ganhar sua primeira corrida em 1o de abril daquele ano: o Prêmio da Primavera, em Mimizan. O jovem Ocaña faz o impossível para tomar parte da equipe mais importante da região: o clube State Montois. Ganha a primeira corrida da temporada de 1964 e, no ano seguinte, como "independente", ganha numerosas corridas, demonstrando excelentes qualidades como escalador e como especialista em contra-relógios. Seu treinador, Pierre Cescutti, se deu conta rápidamente de que Ocaña era um autêntico campeão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em 1965, durante uma festa de celebração após uma vitória, conhece a Josiane Calède. Se reencontrarão na Nochebuena do ano seguinte e se casarão na cepela de Nossa Senhora dos Ciclistas em La Bastide d'Armagnac. Ela lhe dará dois filhos: Jean-Louis e Sylvie.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PROFISSIONAL&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis continua aprendendo. A marca de bicicletas Mercier, cujo diretor desportivo é o campeão Antonin Magne, decide patrocinar material. O espanhol está então já na antesala do profissionalismo. Compete com os melhores sem ficar em más posições. Segue melhorando no Grande Premio de Midi Libre. Alí entra em sua vida a formação espanhola Fagor. Luis abandona a Mercier e renuncia a nacionalidade francesa. E, assim, com a camisa "rojigualda" debuta na temporada de 1968.&lt;br /&gt;Seu pai é acometido de câncer, e Luis não participa do Tour de France, porém se converte em campeão espanhol, oferecendo a camisa de campeão ao seu progenitor. Este gesto lhe faz transbordar de orgulho e arranca suas últimas lágrimas. Em 31 de agosto, no início do Campeonato Mundial, o pai de Ocaña deixa este mundo...&lt;br /&gt;A partir de 24 de abril do ano seguinte, o espanhol disputa sua primeira "Vuelta". A sua atuação é pobre, sua inexperiência fica patente e termina muito atrás dos "homens fortes". Chama, sem dúvida, a atenção de Raphael Germiniani, então diretor desportivo da equipe Bic.&lt;br /&gt;No Tour, desde a saída de Roubaix, Luis Ocaña mede forças pela primeira vez com o "Canibal", Eddy Merckx, que lhe vence em todas as etapas. Isto é uma enorme decepção para o espanhol, porém seu carácter combativo lhe impede de jogar a toalha. Sem dúvida, durante a sexta etapa (Mulhouse-Ballon d'Alsace), Ocaña cai durante a escalada de Harrenberg e se choca contra um painel de sinalização. Decide continuar apesar de tudo. Porém a dor se faz insuportável e, no dia seguinte, abandona a corrida. Desde aquele momento, Ocaña buscará sistemáticamente o enfrentamento com Merckx, ainda que a má sorte sempre lhe deixará a um passo de vencer-lhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A DESGRAÇA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a temporada de 1970, Ocaña decide unir-se à equipe Bic de Germiniani, porém este, por causa de desavenças com a direção da equipe, é substituido por Maurice de Muer. Ocaña se encontra pois liderando uma "associação forçada" com Jan Janssen, outro grande ciclista daqueles anos. De todas formas, os dois se entenderam muito bem, animados pelo desejo comum de fazer frente a Eddy Merckx. O espanhol vence a Volta, porém a desgraça segue cruzando seu caminho... sobretudo naquele 11 de julio de 1971, no Tour, abaixo de chuva e vestido com a camisa amarela, descendo o Col de Mente choca-se violentamente contra uma pedra que lhe obriga a retirar-se. No ano seguinte, sempre lutando com Merckx, sofre outra queda descendo em Aubisque que lhe obriga novamente a abandonar. Deve esperar 1973, ano em que Merckx renuncio ao Tour, para finalmente chegar a Paris vestido de amarelo.&lt;br /&gt;Durante o inverno, Luis prepra já a sua futura troca de profissão comprando uma vinícola de que se ocupará pessoalmente. Porém, de repente, e apesar de seu anúncio de intenção em participar das três grande voltas, Ocaña se sente cansado, muito abaixo de seu melhor nível. A desgraça se apega a ele. Durante o Tour del Aube, cai e fratura um cotovelo. Abandona a corrida. Sem ânimo, perde seu posto na equipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;TROCA DE PROFISSÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocaña cria então sua própria equipe, a Super-Ser, porém os contínuos obstáculos que enfrenta lhe fazem virar esta página... Ao final da temporada de 1976 seu patrocinador se retira e Ocaña forma a heterodoxa formação Crisol. Ele corre até o final da temporada de 1977.&lt;br /&gt;Convertido em proprietário agrícola, Ocaña vende a sua casa e investe tudo em sua vinícola, porém é um desastrado empresário. Trabalha como assessor e diretor desportivo, inclusive com treinador da seleção paraguaia. Ocaña tenta saldar suas inúmeras dívidas, porém se encontra moralmente a deriva. Para completar os médicos lhe diagnosticam com hepatite C. Não suporta sua decadência e tenta salvar seu negócio aceitando diversos postos de comentarista. Cansado e abatido, é vítima de terríveis ataques de cólera. Em 19 de maio de 1994 lhe encontram em um banho de sangue, com um tiro na cabeça e um fusil ao seu lado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1433337899719134494-846061973175032716?l=ciclobikers.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciclobikers.blogspot.com/feeds/846061973175032716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1433337899719134494&amp;postID=846061973175032716&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1433337899719134494/posts/default/846061973175032716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1433337899719134494/posts/default/846061973175032716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciclobikers.blogspot.com/2008/06/luis-ocaa.html' title='Luis Ocaña'/><author><name>Isaac Silveira Ibaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03444859086119325534</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SFwhDdDlWeI/AAAAAAAAAA0/4mdDBX5R90U/S220/isaac02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SF71Qrke27I/AAAAAAAAAEY/r71v9EGDuTg/s72-c/Ocan%CC%83a-2b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1433337899719134494.post-4336766060585695130</id><published>2008-06-21T13:01:00.000-07:00</published><updated>2008-06-21T16:47:18.991-07:00</updated><title type='text'>A crônica negra do ciclismo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SF2Q-0Z58EI/AAAAAAAAAEI/VmCe1zxo4Wo/s1600-h/fabioCasartelli_03.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SF2Q-0Z58EI/AAAAAAAAAEI/VmCe1zxo4Wo/s320/fabioCasartelli_03.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214483352458489922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Momento trágicos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quarta-feira, 15 de junho de 2005, o italiano Alessio Galletti faleceu por uma parada cardíaca nas rampas de La Manzaneda, quando disputava a subida a Naranco. Antes que ele, muitos outros ciclistas perderam a vida em plena carrera, exercendo a profissão que amavam.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Luto na Volta da Suiça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A quarta etapa do Tour da Suiça de 1948&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span&gt;teve um epílogo trágico&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Aqueles rápidos 134 kms entre Thun e Aldorf começaram a agitarse quando os grandes Jean Robic e Ferdi Kubler escaparam do pelotão. Querendo alcança-los, os belgas Ocker e Depoorter partiram na perseguição durante o ascenço a Stuntenpass. Lá na frente, Robic e Kubler contavam com 03:05 sobre seus perseguidores que se lançaram a tumba aberta durante o descenço. Depoorter, segundo na classificação geral até o momento, descia a 90 kms/h sobre uma &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span&gt;estrada banhada pela bruma com um piso em bom estado e cheio de túneis. Em um destes, em uma parte da estrada em curva o ciclista belga bateu na parede a toda velocidade. Com o crânio partido, nariz fraturado e feridas nas pernas, Depoorter foi atendido por Francis Pelissier. Desgraçadamente nada mais foi possível fazer por ele. Sua morte deixou consternado o pelotão daquela Volta da Suiça que acabaria sendo vencida por Ferdi Kubler.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O "primeiro sangue" do Giro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tragédia ocorreu em 20 de maio de 1952. Era disputada a quarta etapa, Siena-Roma, quando em um descenço houve uma queda dessas de deixaram os cabelos em pé. Um jovem ciclista vêneto de Frejus, numeral 56, chamado Orfeo Ponsin, bateu fortemente contra uma árvore e em seguida foi atropelado por um carro. O médico do Giro ordenou seu translado imediato a um hospital, porém seu coração havia deixado de bater. Renzo Zanazzi, ciclista da equipe Ganna que rodava poucos metros atrás de Ponsin, viu como o sangue saía da boca do pobre corredor quando seu corpo ainda voava pelo ar, após bater na árvore.&lt;br /&gt;No dia seguinte, 21 de maio, La Gazzetta dello Sport publicou um artigo em que o grande periodista Gianni Brera narrou assim o trágico acidente: "Está morto Orfeo Ponsin, corredor venturoso. Saiu voando em uma curva, batendo sua cabeça contra uma árvore. Saía sangue de sua cabeça e de suas orelhas. Sua última e desesperada saudação foi um grito de horror. Logo, a morte lhe colheu em um segundo. Para ele se acabou o Giro e junto deste a vida no mesmo instante em que passou do vértigo da corrida ao obscuro abismo da inconciência. Agora Ponsin está morto e não tenho coração, a cada dia, para seguir narrando o desenlace penoso desta notícia. Tenho entrevistado a ciclistas e diretores desportivos em seus carros... Em cada imagem, o rosto de Ponsin, seu rosto magro e ossudo, seu boné com a viseira voltada para trás, o nariz sutil, e aquele cotovelo largo e estranho colocado sobre as costas graciosas. O tronco plano,  de menino crescido em nossas campinas nebulosas, e as pernas secas, ágeis porém afanosas do homem habituado a fadiga. Em seu livro de notas, escassos apontamentos de uma conversa com Bertolazzo, seu diretor desportivo: "Ponsin faz o Giro por sua conta, solitário. Não se põe à roda, porque tem medo; somente a três anos possui uma bicicleta de estrada; nos dois últimos anos tem corrido pouco, muito pouco". Falando-me, Bertolazzo sacudia a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A má sorte de Casartelli&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tour de 1995, dia de 18 de julio. Quilômetro 34 da etapa St.Girons-Cauterets, descendo o Portet d'Aspet. Naquele momente se ouviu o buzinaço da Radio Tour que gritava: "Queda. Um Motorola, Museeuw, Perini". Sete corredores foram afetados pelo incidente. De todos eles o pior foi o italiano Fabio Casartelli, que acabou estirado no chão, sangrando. Museeuw montou rápido em sua máquina e partiu novamente e Breukink também se livrou rápido sem graves consequências, enquanto que Baldinger tinha que ser retirado em uma ambulância e Dante Rezze, que havia caído por cima do parapeito, gritava 15 metros mais abaixo para que alguém baixasse a ajudar-lhe.&lt;br /&gt;"Retiramos a Casartelli nas melhores condições possíveis no helicoptero da guarda nacional, acompanhado de um médido e de uma enfermeira de reanimação", dizia o comunicado médico emitido pelo Tour na última hora daquela tarde. "Durante o translado Fabio Casartelli foi vítima de três paradas cardíacas sucessivas. Ao chegar ao hospital de Tarbes, foi entregue ao serviço de urgências. A gravidade de suas lesões (múltiplas fraturas no crânio com afundamento) levou ao inevitável e fatal desenlace apesar de terem trabalhado cerca de duas horas em sua reanimação.&lt;br /&gt;Durante a etapa, a maioria dos ciclistas haviam pedalado alheios a tragédia. Riis se interou a 50 metros da meta. Mais tarde chorava na televisão francesa. Estava duplamente triste porque debutou com Casartelli, em Ariostea, durante o primeiro como profissional. Jalabert foi informado já no pódio, seu rosto estava petrificado, não acreditava. A Bauer e Swart, ambos da Motorola, um delicado comissário lhes participou a notícia a escassos quilômetros da chegada, as quais seriam as pedaladas mais amargas, tristes e cheias de lágrimas.&lt;br /&gt;Ninguém quería dar crédito a notícia. Do hospital chegavam as imagens de Dante Rezze que relatava a tragédia. "Estávamos em pleno descenço, muito rápidos. Descíamos em fila indiana quando ocorreu a queda em uma curva. Tentei jogar-me ao chão, porém estava localizado em lugar ruim e não pude evitar ir direto contra o muro. Saltei de cabeça no barranco em uma queda de uns 12 metros... Abaixo havia pedras. Minha cabeça chocou-se com elas e me ferí por todo o corpo. Quando baixaram para ajudar-me e me levantaram me fizeram mais dano que outra coisa. Demorei uma meia hora para chegar até a estrada novamente. Tentaram levar-me nos braços, içar com uma corda... Quando me colocaram na ambulância perguntei porque não íamos logo. Me disseram que um ciclista estava sendo retirado de helicoptero e pensei que teria que ser grave. Me disseram que estava em coma e pensei logo em mim, que poderia ter sido eu." Chora. "Não sei o que vou fazer. Não estou seguro de poder voltar a montar em uma bicicleta".&lt;br /&gt;No dia seguinte o Tour homenajeava a Casartelli. A etapa não foi disputada, quer dizer, se correu porém não se lutou pela vitória. Um minuto de silêncio na saída e emoção contida na chegada, com a equipe Motorola a frente. Um último adeus a um jovem de 24 anos, Campeão Olímpico de estrada nos Jogos Olímpicos de Barcelona que deixava espôsa e um filho, Marco, de poucos meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, até agora, desde 1995 até os nossos dias, o ciclismo de competição tem cobrado a vidade de outros tantos: José Antonio Espinosa, Manuel Sanroma, Saúl Morales, Andrei Kivilev e Alessio Galletti. Caro preço para um esporte tão belo !&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1433337899719134494-4336766060585695130?l=ciclobikers.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciclobikers.blogspot.com/feeds/4336766060585695130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1433337899719134494&amp;postID=4336766060585695130&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1433337899719134494/posts/default/4336766060585695130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1433337899719134494/posts/default/4336766060585695130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciclobikers.blogspot.com/2008/06/crnica-negra-do-ciclismo.html' title='A crônica negra do ciclismo'/><author><name>Isaac Silveira Ibaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03444859086119325534</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SFwhDdDlWeI/AAAAAAAAAA0/4mdDBX5R90U/S220/isaac02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SF2Q-0Z58EI/AAAAAAAAAEI/VmCe1zxo4Wo/s72-c/fabioCasartelli_03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1433337899719134494.post-1920899771166750643</id><published>2008-06-20T20:02:00.000-07:00</published><updated>2008-06-30T17:28:31.882-07:00</updated><title type='text'>Fausto Coppi</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SF1aColLyII/AAAAAAAAACw/Ozxicb7tJbs/s1600-h/faustoCoppi+03.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SF1aColLyII/AAAAAAAAACw/Ozxicb7tJbs/s320/faustoCoppi+03.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214422944864520322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SFx0MexGUnI/AAAAAAAAACA/A6fGJRWwlVM/s1600-h/faustoCoppi+02.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SFx0MexGUnI/AAAAAAAAACA/A6fGJRWwlVM/s320/faustoCoppi+02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214170226354442866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Este mito do ciclismo chamado Fausto &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Coppi&lt;/span&gt;, era tão especialmente adorado pelos italianos, que eles simplesmente beijavam a estrada por onde ele havia passado com sua &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;bicicleta&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Roger&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Bastide&lt;/span&gt; fala assim de Fausto &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Coppi&lt;/span&gt;: "De pé firme, rígido e embaraçado, demasiado grande, ele era de algum modo como um albatroz de asas dobradas pousado na ponte do navio. Só sobre a máquina ele era igual a si próprio. As suas longas pernas assumiam então uma incomparável harmonia de linhas. Havia nos movimentos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;pedalagem&lt;/span&gt; uma espécie de ligeireza, de fluidez de essência celeste."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Jacques &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Goddet&lt;/span&gt;, no Jornal L'&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Equipé&lt;/span&gt;, no dia seguinte à sua fabulosa vitória na Paris-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Roubaix&lt;/span&gt;, em 1950: "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Coppi&lt;/span&gt; apareceu, corredor sobrenatural, nestes horríveis caminhos, unicamente percorridos pelos vetustos carros de cavalos. Ele venceu estes detestáveis caminhos, como se estivesse protegido por amortecedores invisíveis. Neste local, onde a mais de vinte anos eu tenho visto os maiores campeões desfazerem-se como um navio contra um recife, os mais nobres &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;estradistas&lt;/span&gt; perderem o seu ritmo, mais parecendo amoladores ambulantes, Fausto tornou-se sublime... Com vento favorável, nos últimos quarenta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;quilômetros&lt;/span&gt; a sua pedalada parecia aérea, as rodas voavam literalmente por cima do caos de pedras."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sucedeu-se no mês de junho de 1939, no Giro de Piamonte, uma corrida em que competiam as grandes estrelas do ciclismo italiano daquele tempo: Bartali, Valetti, Vicini, Cottur, Bici, Cinelli e Leoni. Eles estavam conclamados a serem os protagonistas da prova, porém, sem dúvida, um garoto de apenas 19 anos e aspecto frágil, chamado Fausto Coppi, quem se convertou no verdadeiro herói daquela jornada, vestido com sua camisa amarela de "Santamaria".&lt;br /&gt;"Na metade da subida a Moncalvo", relatava a crônica do Guerin Sportivo, "derramava este Coppi. Valetti, após tentar responder, ficava. Então Bartali, saltou de um tirão às costas do garoto...". Quilômetros depois chegou a subida a Moriondo. "Coppi se destacou do grupo. Chegou na rampa sozinho e chegou ao quilômetro final seguido de Bartali, o qual também havia deixado plantados a todos os seus rivais no início da subida. Ao trocar de marcha lhe saltou a corrente. O garoto desceu de sua máquina, recolocou a corrente e voltou a pedalar com Bartali".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para compreender o alcance do que estava fazendo aquele garoto, basta sinalizar que Bartali, de 25 anos, já havia ganhado os Giros de Itália de 1936 e 1937 e o Tour de 1938, convertendo-se em ídolo dos aficionados italianos. Como era lógico supor, Gino Bartali ganhou também aquele Giro del Piamonte em que Dal Cangia foi segundo, ficando Coppi com a terceira posição. Começava a vislumbrar-se um novo mito, o de Fausto Coppi. Grande parte da Europa já estava em guerra, sendo que na Itália, apesar do regime fascista, se vivia a vida com certo otimismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PRIMEIRAS VITÓRIAS&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atraído pelo poder do jovem Fausto, em 1940, Everardo Pavesi lhe contratou para a sua equipe, a Legnano, onde deveria ser gregário de Bartali. Com esta incumbência partiu para o seu primeiro Giro de Itália, um Giro que haveria de passar para história por ter sido o último antes da Segunda Grande Guerra Mundial e o primeiro dos cincos que haveria de vencer Fausto Coppi. Um Giro que ganhou com 02:45 de vantagem sobre o segundo colocado, Mollo, e quase 12 minutos sobre o terceiro, Cottur.&lt;br /&gt;Fausto tinha então pouco mais de 20 anos e cumpria (com permissão) seu serviço militar no 38o Regimento de Infantaria de Tortona. Causualidades da vida, no dia seguinte a sua vitória, a Itália entrou oficialmente na guerra, o que fez com que Coppi fosse tomado como um novo ídolo de uma Itália vencedora, e mais ainda quando em 1941 ele seguiu acorrentando vitórias no Giro de Toscana, Giro de Veneto, Giro de la Emilia e o Giro da Província de Milán, competindo com seu amigo Ricci.&lt;br /&gt;Por desgraça naquele ano não houve Giro. Não haveria até 1946, o que não impediu que Coppi embarcasse em outra grande aventura esportiva que lhe daria grande prestígio: a intenção de bater o record da hora que até então pertencia ao francês Archambaud.&lt;br /&gt;Coppi foi para pista de 7 de novembro de 1942, no Vigorelli de Milán, na primeira hora da tarde, na que lhe asseguravam, haveria menos risco de bombardeios. Para a sorte de Coppi, naquele 7 de novembro não houveram bombardeios, e aquele ciclista tímido e longilíneo (1.78 m e 76 kgs) foi para a pista com confiança, sem haver realizado uma preparação específica, circunstância que não lhe impediu de rodar a 45,871 km/h (na realidade a 45,798 km/h segundo uma medida minuciosa das dimensões do anel de Vigorelli concluída em 1947) batendo por 31 metros o record anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;TEMPOS DE GUERRA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a guerra, Coppi, de 24 anos, que estava servindo no 38o Regimento de Infantaria de Divisão de Ravenna, foi enviado a lutar na frente de batalha. Ali, sua má sorte fez com que em 17 de maio de 1943 fosse capturado pelas tropas do marechal Montgomery e enviado a um campo de concentração até 1o de fevereiro de 1945. Antes de cair preso, Coppi já havia ganhado um campeonato italiano (1942), um Giro (1940) e batido o record da hora (1942). Era um grande campeão que agora não temia pela sua vida, senão pela carreira bruscamente interrompida.&lt;br /&gt;Por sorte, ao finalizar a guerra voltou a ganhar grandes corridas, entre elas um campeonato mundial, três Milan-San Remo, uma Paris-Roubaix, uma Flecha Valona, quatro Giros mais, dois Tours de France e muitas outras. Não obstante, entre as alegrias dos triunfos, também houve lugar para lágrimas, tanto pela sua complexa personalidade (separou-se da esposa para juntar-se com a mulher de seu ex médico), como pela morte de Serse, seu irmão de alma, falecido em consequência de uma queda sofrida durante a disputa do Giro del Piamonte de 1951. Deprimido, a partir de então Fausto não voltou mais a ser o mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ESTRANHA MORTE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em dezembro de 1959 as autoridades desportivas de Alto-Volta lhe convidam a participar de uma corrida que pretendia popularizar o ciclismo naquele país africano. Amante de caça, Coppi não negou-se a participar de um safari acompanhado de seu amigo Germiniani, o jovem Anquetil, Roger Rivière, Henry Anglade e Hassenforder, Coppi partiu para Ouagadugu em 10 de dezembro de 1959. Após uma viagem cansativa, porém sem complicações, e uma jornada de aclimatação carregada de atenções, em 13 de dezembro teve lugar então a projetada corrida. Apenas 70 kms (ida e volta) por uma estrada empoeirada, em cujar margens estavam colocados não menos do que 20.000 espectadores que aplaudiam tanto os campeões europeus como seus compatriotas: Sanou, Moussa, Sibiri, Kouakou e Kouamé, que atônitos não podiam acreditar que seguia na roda do grande Fausto.&lt;br /&gt;Logo o presidente da República de Alto-Volta, o senhor Maurice Yameogo que em 14 de dezembro colocou a disposição dos ciclistas dois aviões Broussard para que pudessem partir para o safari em Fada N'Gourma.&lt;br /&gt;Alojados na vila de um rico construtor local de nome Bonanza, naquela mesma noite participaram de uma grande recepção em que Coppi se mostrou restraído e distante. Em 14 e 15 de dezembro Coppi participou em algumas saídas para caçar nas quais foi filmado por um jovem genovês chamado Adriano Lajolo. Nestes filmes se vê o "campeoníssimo" em plena savana, pousando ao lado de jovens africanas desnudas. Chama a atenção naquelas imagens, cheias de povoados africanos e cenas do folclore local, as muitas vezes em que Coppi se tapeava as pernas, comido pelos mosquitos.&lt;br /&gt;Quando por fim retornou a sua casa, Fausto se mostrou cansado, falta de vitalidade. Depois, em 27 de dezembro, caiu enfermo. O resto é história: os médicos Allegri e Astaldi lhe diagnosticaram primeiro uma gripe e logo "uma enfermidade de orgiem desconhecida". Mais tarde, o doutor Aminta Fieschi, diretor do Instituto de Patologia Médica Especial da Universidade de Gênova, alarmado pelo sintomas que apresentava Fausto (130 pulsações por minuto e febre baixa) aconselhou a hospitalização.&lt;br /&gt;Transferido para Tortona, Coppi continuou morrendo vítima de um tratamento errado que não atacava seu mal. Posteriormente veio a notícia de que Clermont-Ferrand e Raphael Germiniani haviam sido hospitalizados com os mesmos sintomas de Coppi. A diferença foi que, por uma causualidade do destino, se encontrava próximo a Clermont-Ferrand o médico Brugière, especialista em medicina tropical que rápidamente enviou uma coleta de sangue do ciclista francês a Paris, ao Instituto Pasteur, onde o professor Schneider diagnosticou que aquele era um caso de malária. Germiniani se salvou por um triz. Conhecido o diagnóstico, seu irmão Angelo telefonou para os doutores que cuidavam de Fausto para lhes comunicar o resultado do Instituto Pasteur. A resposta daqueles médicos passou para a história da estupidez humana: "Cure ao vosso Germiniani como queira, que nós curaremos a nosso Fausto como melhor nos pareça."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tortona, Itália, 2 de janeiro de 1960. "O campeoníssimo" havia falecido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1433337899719134494-1920899771166750643?l=ciclobikers.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciclobikers.blogspot.com/feeds/1920899771166750643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1433337899719134494&amp;postID=1920899771166750643&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1433337899719134494/posts/default/1920899771166750643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1433337899719134494/posts/default/1920899771166750643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciclobikers.blogspot.com/2008/06/fausto-coppi.html' title='Fausto Coppi'/><author><name>Isaac Silveira Ibaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03444859086119325534</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SFwhDdDlWeI/AAAAAAAAAA0/4mdDBX5R90U/S220/isaac02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SF1aColLyII/AAAAAAAAACw/Ozxicb7tJbs/s72-c/faustoCoppi+03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1433337899719134494.post-3276756275773237714</id><published>2008-06-20T15:02:00.001-07:00</published><updated>2008-06-20T15:17:56.633-07:00</updated><title type='text'>Rípio</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Fevereiro de 2004. Everton e eu tivemos o primeiro contato com o rípio chileno.&lt;br /&gt;Veja o vídeo e tire suas conclusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-743149ae70568362" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v18.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3D743149ae70568362%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331571687%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D63240800BA7E7EFF6A3709E1C4B633EDD60ECEEC.5F4D0882F46635B2144C27A943E5F7806D9E28FC%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D743149ae70568362%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DLNxS2qRIZD-KWXDsVgYXrqzC8-g&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v18.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3D743149ae70568362%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331571687%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D63240800BA7E7EFF6A3709E1C4B633EDD60ECEEC.5F4D0882F46635B2144C27A943E5F7806D9E28FC%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D743149ae70568362%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DLNxS2qRIZD-KWXDsVgYXrqzC8-g&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1433337899719134494-3276756275773237714?l=ciclobikers.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=743149ae70568362&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciclobikers.blogspot.com/feeds/3276756275773237714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1433337899719134494&amp;postID=3276756275773237714&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1433337899719134494/posts/default/3276756275773237714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1433337899719134494/posts/default/3276756275773237714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciclobikers.blogspot.com/2008/06/rpio.html' title='Rípio'/><author><name>Isaac Silveira Ibaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03444859086119325534</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nYp09zzLeMw/SFwhDdDlWeI/AAAAAAAAAA0/4mdDBX5R90U/S220/isaac02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
